jueves, 23 de marzo de 2017

Saída de Campo 2 (PT)

Mesozóico d Bacia Lusitânica 

  Faunas de invertebrados e vertebrados que habitaram Portugal no Jurássico Médio-Superior (Vanda Faria dos Santos, Bruno Pereira, Elizabete Malafaia)

Sábado, 22 de Abril

A saída de campo terá partida de Pombal e levar-nos-á ao Maciço Calcário Estremenho, Portugal central, para visitar algumas das jazidas mais importantes do Jurássico português no que diz respeito ao seu conteúdo fossilífero.

Resumo 
Esta saída tem como objectivo a visita de três jazidas de referência no que diz respeito ao estudo das faunas do Mesozóico Português: a Pedreira do Galinha (Ourém/Torres Novas), o Cabeço da Ladeira (Porto de Mós) e Andrés (Pombal). Nesta visita vamos viajar pelos ambientes marinhos de pouca profundida e de transição do Jurássico Médio e pelos ambientes continentais depositados por antigos sistemas fluviais do Jurássico Superior. Para além da caracterização das faunas existentes, será ainda efetuada uma contextualização sobre a evolução da Bacia Lusitânica (ou Lusitaniana), cuja formação está relacionada com a abertura do Atlântico Norte.

1ª Paragem: Pedreira do Galinha

Pedreira do Galinha (foto de Vanda Faria dos Santos)

A Pedreira do Galinha tornou-se mundialmente conhecido devido à descoberta de numerosos trilhos de dinossáurios saurópodes do Jurássico Médio Português. Estes trilhos adquiriram relevância científica com a publicação de vários estudos centrados na paleobiologia deste grupo.  

Mapa de trilhos de saurópodes existentes na Pedreira do Galinha



A Pedreira do Galinha localiza-se na parte Este da Serra de Aire (estando inserida no Parque Nacional da Serra de Aire e Candeeiros), onde afloram rochas depositadas em ambientes de transição do tipo lacustre, durante o Bajociano-Bathoniano (Jurássico Médio). Esta jazida destaca-se pela presença de vários trilhos atribuídos a dinossáurios saurópodes (mais de 20 trilhos). Estes representam alguns do maiores trilhos contínuos preservados no registo fóssil (147 e 142 metros) e foram descritos por Vanda Faria dos Santos. Relativamente à sua atribuição sistemática, os trilhos identificados nesta pedreira permitiram o estabelecimento de um novo icnogénero e uma icnoespécie, Polyonyx gomesi.



Icnoespécie Polyonyx gomesi (Santos et al., 2009)

Esta importante jazida foi encontrada numa pedreira em funcionamento no ano de 1994. O Museu Nacional de História Natural é responsável por demonstrar à administração pública e à comunidade científica a importância paleontológica deste local, o que permitiu a sua classificação como Monumento Natural. Em 1997, este monumento abriu ao público e desde então têm incrementado a sua oferta museográfica, com a incorporação de diversos projectos de divulgação.

2ª Paragem: Cabeço da Ladeira


Pedreira do Cabeço da Ladeira (foto de National Geographic)

O Cabeço da Ladeira, em Porto de Mós, será a nossa segunda paragem nesta saída sobre o Mesozóico da Bacia Lusitânica. Nesta antiga pedreira foi encontrada uma jazida de preservação excepcional datada do Bajociano superior (Jurássico Médio). Esta jazida recebeu atenção dos meios de comunicação social em 2013: https://www.publico.pt/2013/12/10/local/noticia/vestigios-de-praia-jurassica-encontrados-em-porto-de-mos-1615797 ou https://nationalgeographic.sapo.pt/75-edicoes/163/287-uma-praia-jur%C3%A1ssica


Pereira et al. (2014)


A jazida de Cabeço da Ladeira destaca-se pela presença de vários grupos de equinodermes com uma excelente preservação, nomeadamente com exosqueletos articulados, o que é relativamente raro de encontrar no registo geológico. Estes equinodermes encontram-se preservados numa sequência de carbonatos peritidais que registam a presença de tapetes microbianos instalados numa planície de maré. Marés que poderão ter sido responsáveis pela morte in situ destes equinodermes (Neto de Carvalho et al., 2016).  



Esta jazida destaca-se ainda pelo seu abundante registo de icnofósseis, que incluem marcas atribuídas à actividade de caranguejos e de outros crustáceos, poliquetas, gastrópodes, crinóides isocrinídeos, insectos e peixes. Laterigradus lusitanicus e Krinodromos bentou são dois novos icnotaxa descritos com base em exemplares recolhidos no Cabeço da Ladeira (Neto de Carvalho et al., 2016).

3ª Paragem: Jazida de Andrés


Reconstrução paleoambiental da jazida de Andrés (ilustração de Nuno Farinha)

A jazida de Andés localiza-se na freguesia de Santiago de Litém do município de Pombal, e a sua descoberta é uma das mais importantes para o grupo dos vertebrados nos últimos 30 anos em território ibérico. Nesta jazida foram encontrados inúmeros fósseis de vertebrados datados do Jurássico Superior, mais precisamente do Tithoniano, ou seja com cerca de 150 a 145 milhões de anos. Alguns destes fósseis permitiram revelar informações importantes sobre as relações entre as faunas do Jurássico Superior de Bacia Lusitânica e da América do Norte.

Restos craniais de Allosauus

A jazida de Andrés foi descoberta no ano de 1988 por José Amorim, proprietário de um terreno agrícola em Andrés. No seguimento desta descoberta, o senhor José, suspeitando da possibilidade de ter encontrado ossos de dinossáurio no seu terreno, decidiu contactar o Museu Nacional de História Natural em Lisboa. Confirmada esta descoberta, uma equipa de paleontólogos deste museu procedeu à primeira campanha de escavação no local, a qual resultou na descoberta de vários ossos fossilizados atribuídos a um dinossáurio terópode. Estes restos foram encontrados em sedimentos de antigos ambientes fluviais que se depositaram à 150-145 milhões de anos, no Jurássico Superior. Os primeiros estudos publicados em revistas internacionais da especialidade sugerem que este dinossáurio terópode pertenceria a uma das espécies de dinossáurios mais abundante em níveis correlativos da Americana do Norte, Allosaurus fragilis (Pérez-Moreno et al., 1999). Este estudo promoveu um intenso debate sobre a possibilidade de ter existido contacto entre as faunas do continente norte-americano e da Península Ibérica, durante o Jurássico Superior.

Trabalhos paleontológicos na jazida de Andrés em 2005

O estudo detalhado dos fósseis de Andrés, assim como de outros vertebrados encontrados em outras localidades do Jurássico Superior da Bacia Lusitânica, tem vindo a modificar, em certa medida, o cenário proposto em 1999. Duas novas campanhas de trabalhos paleontológicos foram desenvolvidas nos anos de 2005 e de 2010. Outros fósseis de dinossáurios terópodes atribuídos a Allosaurus foram encontrados (incluindo um crânio parcial), assim como de outros vertebrados, destacando-se a presença de um esqueleto quase completo de um esfenodonte (grupo de répteis ao qual pertencem as tuataras). Malafaia e colaboradores apresentam em 2010 uma análise preliminar da diversidade representada na jazida de Andrés, a qual se revela como uma das jazidas com maior diversidade registada no Jurássico Superior da Península Ibérica. Entre o material recolhido estão identificados restos fósseis de peixes, de esfenodontes, de crocodilos primitivos, de pterossáurios e pelo menos sete formas distintas de dinossáurios.

Restos craniais de um esfenodonte

Organização

Esta saída será conduzida por Vanda Faria do Santos (Museu Nacional de História Natural e da Ciência), Bruno Pereira (Geal - Museu da Lourinhã) e Elisabete Malafaia (Instituto Dom Luiz/Museu Nacional de História Natural e da Ciência/Sociedade de História Natural).

Vanda Faria dos Santos (MNHNUL)

Vanda Faria dos Santos é investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, licenciada em Geologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Doutora em Paleontologia pela Universidade Autónoma de Madrid, onde defendeu a tese intitulada "Pistas de dinossáurio no Jurássico-Cretácico de Portugal”. A sua investigação centra-se no estudo do registo icnofóssíl de dinossáurios, tendo estudado dezenas de trilhos do Jurássico e Cretácico da Bacia Lusitânica. Com mais de 20 anos de actividade como paleontóloga, destacam-se os trabalhos realizado em jazidas como a Pedreira do Galinha. Tem desenvolvido ainda actividades no âmbito do ensino de Geologia e Paleontologia e de conservação, valorização e divulgação do património paleontológico português - icnótopos com pegadas de dinossáurio. Colaborou em campanhas de salvaguarda de várias jazidas de icnofósseis em Portugal, hoje classificadas como Monumento Natural.

Bruno Pereira (ML)

Bruno Pereira é licenciado e mestre em Geologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e defendeu a sua tese de doutoramento intitulada “Portuguese Mesozoic echinoderms: systematics, stratigraphy, palaeoecology and palaeobiogeography” na University of Bristol (Reino Unido). Bruno Pereira tem dedicado a sua investigação ao estudo dos equinodermes fósseis do Mesozóico e Cenozóico português, com vários trabalhos publicados em revistas internacionais e nacionais. Tem desenvolvido uma importante actividade no Museu Lourinhã, onde presentemente trabalha, e participou em várias campanhas no Jurássico e Miocénico de Portugal e no Mesozóico e Cenozóico do Namibe (Angola), no âmbito do projecto cientifico PaleoAngola.

Elisabete Malafaia (IDL/MNHNUL/SHN)

Elisabete Malafaia é formada em Geologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e está actualmente a finalizar a sua tese de doutoramento sobre dinossáurios terópodes do Jurássico Superior de Portugal pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A actual investigadora do Instituto Dom Luiz tem-se dedicado ao estudo do registo de terópodes do Jurássico Superior e Cretácico Inferior da Bacia Lusitânica, com vários trabalhos publicados em revistas e congresso internacionais. Elisabete é umas das principais responsáveis no estudo paleontológico da Jazida de Andrés (Pombal), onde foram encontrados restos fósseis de um terópode em excepcional estado de preservação e atribuídos no ano de 1999 a Allosaurus fragilis. A sua investigação conduziu-a à incorporação em numerosas campanhas paleontológicas em Portugal, Espanha e Estados Unidos da América. Como investigadora da Sociedade de História Natural e Museu Nacional de História Natural e da Ciência, participou em vários projectos museográficos e de divulgação em paleontologia, destacando-se as exposições “Allosaurus: um dinossauro, dois continentes” (no MNHNUL), “Dinossauros que viveram na nossa terra” (no MLT) e o projecto expositivo do Museu da Batalha.

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Referências:

Salida de Campo 2 (ES)

El Mesozoico de la Cuenca Lusitánica 

 Faunas de invertebrados y vertebrados que habitaron en el Jurásico Medio-Superior de Portugal (Vanda Faria dos Santos, Bruno Pereira, Elizabete Malafaia)

• Sábado, 22 de Abril

La salida de campo partirá de Pombal e iremos al Macizo Calcáreo Extremeño y a la región de Leiria, para visitar algunos de los yacimientos más importantes del Jurásico portugués respecto a lo que el registro fósil se refiere.

Resumen 
Esta salida tiene como objetivo la visita a tres yacimientos de referencia en lo relativo al estudio de las faunas del Mesozoico portugués: Pedreira do Galinha (Fátima), Cabeço da Ladeira (Porto de Mós) y Andrés (Pombal). En esta visita vamos a viajar por los ambientes marinos de poca profundidad y de transición del Jurásico Medio, y por los ambientes continentales depositados por antiguos sistemas fluviales del Jurásico Superior. Además de la caracterización de las faunas existentes, se efectuará también una contextualización sobre la evolución de la Cuenca Lusitánica (o Lusitaniana), cuya formación está relacionada con la apertura del Atlántico Norte. 

1ª Parada: Pedreira do Galinha

Pedreira do Galinha (foto de Vanda Faria dos Santos)

La Pedreira do Galinha se hizo mundialmente conocida debido al descubrimiento de numerosos rastros de dinosaurios saurópodos del Jurásico Medio portugués. Estos rastros han adquirido relevancia científica con la publicación de varios estudios centrados en la paleobiología de los dinosaurios saurópodos.  

Mapa de rastros de saurópodos en la Pedreira do Galinha



La Pedreira do Galinha se localiza en la parte este de la Serra de Aire (formando parte del Parque Nacional da Serra de Aire e Candeeiros), en rocas depositadas en ambientes de transición de tipo lacustre, durante el Bajociense-Bathoniense (Jurásico Medio). Este yacimiento destaca por la presencia de varios rastros asignados a dinosaurios saurópodos (más de 20 rastros). Representan algunos de los mayores rastros continuados del registro fósil (147 y 142 metros), y fueron descritos por Vanda Faria dos Santos. En lo que respecta a su atribución sistemática, parte de los rastros identificados permitieron el establecimiento de un nuevo icnogénero e icnoespecie, Polyonyx gomesi.



Icnoespecie Polyonyx gomesi (Santos et al., 2009)

Este importante yacimiento fue encontrado en una cantera en funcionamiento en el año 1994. El Museu Nacional de História Natural es responsable de demostrar a la administración pública y a la comunidad científica la importancia paleontológica de este lugar, lo que permitió su clasificación como Monumento Natural. En 1997, este monumento abre al público, y desde entonces ha incrementado su oferta museográfica,con la incorporación de diversos proyectos divulgativos. 

2ª Parada: Cabeço da Ladeira


Pedreira do Cabeço da Ladeira (foto de National Geographic)

Cabeço da Ladeira, en Porto de Mós, será nuestra segunda parada en esta salida de campo sobre el Mesozoico de la Cuenca Lusitánica. En esta antigua cantera se encontró un yacimiento de preservación excepcional datado del Bajociense superior (Jurásico Medio). Este yacimiento recibió atención de los medios de comunicación en 2013: ejs, https://www.publico.pt/2013/12/10/local/noticia/vestigios-de-praia-jurassica-encontrados-em-porto-de-mos-1615797, o https://nationalgeographic.sapo.pt/75-edicoes/163/287-uma-praia-jur%C3%A1ssica


Pereira et al. (2014)


Este yacimiento destaca por la presencia de varios grupos de equinodermos con una preservación excelente,  en particular esqueletos articulados, algo que es relativamente raro de encontrar en el registro. Estos equinodermos están preservados en una secuencia de carbonatos perimareales que registran la presencia de tapetes microbianos instalados en una planicie mareal. Las mareas equinocciales podrían haber sido responsables de la muerte in situ de estos equinodermos (Neto de Carvalho et al., 2016). 



Este yacimiento destaca también por su abundante icnofauna, que incluye el registro de las actividades de cangrejos y otros crustáceos, así como de poliquetos, gasterópodos, crinoideos isocrínidos, insectos y peces. Laterigradus lusitanicus y Krinodromos bentou son dos nuevos taxones descritos en base a ejemplares recogidos en Cabeço da Ladeira (Neto de Carvalho et al., 2016).

3ª Parada: Yacimiento de Andrés


Reconstrucción paleoambiental del yacimiento de Andrés (ilustracíon de Nuno Farinha)

El descubrimiento del yacimiento de Andés, en la localidad de Santiago de Litém (Pombal), es uno de los hallazgos más importantes en los últimos 30 años en el territorio ibérico. En este yacimiento se encontraron numerosos fósiles de vertebrados del Jurásico Superior, más precisamente del Titoniense (esto es, de 150 a 145 millones de años). Algunos de estos fósiles han revelado importante información sobre las posibles relaciones faunísticas entre las faunas del Jurásico Superior de la Cuenca Lusitánica y de Norteamérica. 

Restos craneales de Allosaurus

El yacimiento de Andrés fue descubierto en 1988 por José Amorim, propietario de un terreno agrícola en Andrés. José Amorim sospechaba haber encontrado huesos fósiles de dinosaurio en su propriedad, y decidió contactar con el Museu Nacional de História Natural en Lisboa. Confirmado el hallazgo, un equipo de paleontólogos de este museo realizaron la primera campaña paleontológica en dicho lugar, lo que permitió encontrar varios restos fosilizados de un dinosaurio terópodo. Estos fósiles se encontraron en sedimentos de antiguos sistemas fluviales que se habían depositado hace 150-145 millones de años, en el Jurásico Superior. Los primeros estudios publicados en revistas internacionales de la especialidad indican que este dinosaurio terópodo pertenecería a una de las especies de dinosaurios más abundantes en los sedimentos correlacionados de Norteamérica, Allosaurus fragilis (Pérez-Moreno et al., 1999). Este estudio originó un intenso debate sobre la posibilidad de que hubiera existido un contacto entre las faunas del continente norteamericano y la península ibérica a lo largo del Jurásico Superior.

Trabajos paleontológicos en el yacimiento de Andrés en 2005

El estudio detallado de los fósiles de Andrés, así como de los restos de otros vertebrados encontrados en otras localidades del Jurásico Superior de la Cuenca Lusitánica, han modificado el escenario propuesto en 1999. Dos nuevas campañas paloentológicas tuvieron lugar en 2005 y 2010. Más fósiles de dinosaurios terópodos atribuibles a Allosaurus fueron identificados (como por ejemplo, partes de un cráneo parcialmente completo), así como de otros vertebrados, destacando la presencia de un esqueleto casi completo de un esfenodonte (reptil que pertenece al grupo de las tuataras). En Malafaia et al. (2010), se presenta un análisis preliminar de la diversidad representada en Andrés, identificándose este como uno de los yacimientos con mayor diversidad en el Jurásico Superior de la península ibérica. Entre el material identificado hay restos de peces, esfenodontes, cocodrilos primitivos, pterosaurios, y hasta siete formas diferentes de dinosaurios.

Restos craneales de un esfenodonte

Organización

Esta salida será llevada a cabo por Vanda Faria do Santos (Museu Nacional de História Natural e da Ciência), Bruno Pereira (Geal - Museu da Lourinhã) y Elisabete Malafaia (Instituto Don Luiz/Museu Nacional de História Natural e da Ciência/Sociedade de História Natural).

Vanda Faria dos Santos (MNHNUL)

Vanda Faria dos Santos es investigadora del Museu Nacional de História Natural e da Ciência, licenciada en Geología por la Faculdade de Ciências de la Universidade de Lisboa y Doctora en Paleontología por la Universidad Autónoma de Madrid, donde defendió su tesis titulada "Pistas de dinossáurio no Jurássico-Cretácico de Portugal”. Su investigación se centra en el estudio del registro icnofósil de dinosaurios, habiendo estudiado decenas de rastros del Jurásico y el Cretácico de la Cuenca Lusitánica. Con más de 20 años de actividad como paleontóloga a sus espaldas, son destacables los trabajos que ha realizado en yacimientos como Pedreira do Galinha. También ha llevado a cabo actividades en el ámbito de la enseñanza de Geología y Paleontología, y de conservación, valorización y divulgación del patrimonio paleontológico portugués. Ha colaborado en campañas de protección de varios yacimientos de icnofósiles en Portugal, ahora clasificadas como Monumento Natural.

Bruno Pereira (ML)

Bruno Pereira es licenciado y maestro en Geología por la Faculdade de Ciências de la Universidade de Lisboa, y defendió su tesis de doctorado titulada “Portuguese Mesozoic echinoderms: systematics, stratigraphy, palaeoecology and palaeobiogeography” en la University of Bristol (Reino Unido). Bruno Pereira ha dedicado su investigación al estudio de los equinodermos fósiles del Mesozoico y Cenozoico portugués, con varios trabajos publicados en revistas internacionales y nacionales. Bruno Pereira ha desarrollado una importante actividad en el Museu Lourinhã, donde trabaja en la actualidad, y ha participado en varias campañas de excavación en el Jurásico y Mioceno de Portugal, y en el Mesozoico y Cenozoico de (Angola), en el ámbito del proyecto científico PaleoAngola.

Elisabete Malafaia (IDL/MNHNUL/SHN)

Elisabete Malafaia está formada en Geología por la Faculdade de Ciências e Tecnologia de la Universidade de Coimbra, y actualmente está finalizando su tesis sobre dinosaurios terópodos del Jurásico Superior de Portugal por la Faculdade de Ciências de la Universidade de Lisboa. La actual investigadora del Instituto Dom Luiz dedica su investigación al estudio del registro de terópodos del Jurásico Superior y del Cretácico Inferior de la Cuenca Lusitánica, con varios trabajos publicados en revistas y congresos internacionales. Elisabete es una de los principales responsables del estudio paleontológico del yacimiento de Andrés (Pombal), donde se encontraron los restos fósiles de un terópodo con un estado de preservación excepcional atribuidos en el año 1999 a Allosaurus fragilis. Su investigación ha conducido a su incorporación en numerosas campañas paleontológicas en Portugal, España y Estados Unidos. Como investigadora de la Sociedade de História Natural y del Museu Nacional de História Natural e da Ciência ha participado en varios proyectos museográficos y divulgativos en paleontología, destacando su participación en las exposiciones “Allosaurus: um dinossauro, dois continentes” (en el MNHNUL) y “Dinossauros que viveram na nossa terra” (en el MLT), así como en el proyecto expositivo del Museu da Batalha.

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Referencias:

sábado, 18 de marzo de 2017

Saída de Campo 1 (PORT)

Olá EJIPeros! Hoje vamos contar algumas coisas sobre a primeira das nossas saídas de campo.  Acompanhas-nos? 

O ORDOVÍCICO SUPERIOR DO SINCLINAL DE BUÇACO:

Das últimas comunidades endémicas peri-gondwânicas à grande extinção finiordovícica
(Sofia Pereira & Jorge Colmenar)

Sábado, 21 de abril

A saída de campo terá partida de Pombal e levar-nos-á à região do Sinclinal de Buçaco, a sequência mais completa do Ordovícico Superior de Portugal e a pioneira no reconhecimento desta série na Península Ibérica. 


Resumo

O objetivo da saída é visitar diferentes secções por ordem estratigráfica onde estão representadas associações macrofossilíferas dominadas por braquiópodes, briozoários, equinodermes e/ou trilobites. Deste modo, serão observadas as alterações na diversidade e composição das associações, permitindo a interpretação da evolução das comunidades bentónicas durante o Ordovícico Superior. Estas modificações espelham uma sucessão de eventos importantes que ocorreram a nível global durante o Ordovícico Superior, como o episódio de aquecimento global BODA ou a grande extinção do Hirnantiano, a segunda maior conhecida no Fanerozoico (lembrar-vos que a maior é a do Permo-Triásico e que a tão badalada do final do Cretácico foi um dia normal na terra a comparar com estas :) ). Se és jovem, ou nem por isso, e queres ver o registo de uma extinção a sério, esta saída é para ti!



Breve enquadramento histórico-geológico

Os primeiros estudos geológicos a enfocar a sequência paleozoica do Sinclinal de Buçaco datam da década de 1850, conduzidos por Carlos Ribeiro, um dos pioneiros da Geologia em Portugal. Durante a segunda metade do século XIX, Nery Delgado, outro destes pioneiros, dedica-se ao estudado da estratigrafia e paleontologia do Ordovícico e Silúrico desta estrutura geológica, conferindo-lhe o estatuto nacional e internacional que ainda hoje detém como região clássica para o estudo de materiais destas idades. Serão visitadas jazidas clássicas destes autores. 




O Sinclinal de Buçaco é uma estrutura hercínica do bordo oeste da Zona Centro-Ibérica portuguesa, constituído por materiais do Paleozoico, com cerca de 40 km de extensão (máximo largura 4,5 km), entre as regiões de Luso, a noroeste, e Ponte de Sótão, a sudeste (Fig. 19). Tem uma orientação NW-SE. Na zona axial deste sinclinal afloram rochas de idade silúrica. Este sinclinal compreende duas sequências litostratigráficas, separadas por uma discordância angular: o Grupo das Beiras, uma sequência monótona, quilométrica, de xistos e grauvaques datados do Neoproterozoico ao Câmbrico ?médio e uma sequência metassedimentar paleozoica pós-câmbrica, desde o Ordovícico Inferior ao Silúrico. Depois, a estorvar os afloramentos do Paleozoico inferior, há umas coberturas do Carbónico e do Meso-Cenozoico, mas como só temos um dia, vamos àquilo que é mais bonito e interessante, o Ordovícico Superior.


Será sempre a subir…



Nem só de Paleontologia vive o Homem

Ao longo da visita serão abordadas temáticas de geomorfologia, sedimentologia, vulcanismo e geologia estrutural para poder compreender a evolução geodinâmica e paleogeográfica da região no final do Ordovícico. Será ainda posto um pezinho na história mais recente da região, importante por ter sido o palco da Batalha do Buçaco, a 27 de setembro de 1810, onde as tropas francesas de Napoleão foram derrotadas pela aliança anglo-lusa. Como memórias desta batalha poder-se-ão visitar o Obelisco e o Museu Militar, inseridas na Mata do Buçaco onde não faltam autênticos restaurantes de luxo, vulgarmente conhecidos como parques de merendas, para atacarmos o nosso farnel.



Organização


A saída será conduzida por Sofia Pereira (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal) e Jorge Colmenar (Natural History Museum of Denmark – University of Copenhagen, Dinamarca), especialistas em trilobites e braquiópodes, respetivamente, do Ordovícico Superior destas sequências.

Alguns links com interesse:

Mata do Buçaco: http://www.fmb.pt/v2/pt/
Batalha do Buçaco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Bu%C3%A7aco
Museu Militar de Buçaco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Militar_do_Bu%C3%A7aco

Alguns trabalhos científicos:

http://www.socgeol.org/documents/trilobites-do-silurico-de-loredo-bucaco
http://jgs.lyellcollection.org/content/145/3/377.refs
https://www.researchgate.net/publication/311102073_The_Vinha_de_Leira_Ma_locality_Upper_Ordovician_Bucaco_Portugal_considerations_on_the_age_and_the_lithostratigraphy_of_the_Porto_de_Santa_Anna_Formation

viernes, 17 de marzo de 2017

Salida de Campo 1 (ESP)

¡Hola EJIPeros! Hoy os vamos a contar algunas cosas sobre la primera de nuestras salidas de campo. ¿Nos acompañáis?

El ORDOVÍCICO SUPERIOR DEL SINCLINAL DE BUÇACO:

Desde las últimas comunidades endémicas peri-gondwánicas a la gran extinción finiordovícica
(Sofia Pereira & Jorge Colmenar)

Sábado, 21 de abril
Partiremos desde Pombal hacia la región del Sinclinal de Buçaco, donde visitaremos la secuencia más completa del Ordovícico Superior de Portugal, pionera en el reconocimiento de esta serie en la Península Ibérica. 



Resumen


El objetivo de la salida es visitar diferentes secciones por orden estratigráfico, donde están representadas asociaciones macrofosilíferas dominadas por braquiópodos, briozoos, equinodermos y/o trilobites. De este modo, observaremos la diversidad y composición de las asociaciones, interpretando la evolución de las comunidades bentónicas durante el Ordovícico Superior. Estos cambios reflejan una sucesión de eventos importantes que ocurrieron a nivel global durante esta edad, como el evento de calentamiento global “BODA” o la gran extinción finiordovícica, la segunda mayor conocida en el Fanerozoico (recordaros que la mayor es la del Permo-Trias y que la famosa extinción del K-T fue un día normal en la tierra en comparación con estas :) ). Si eres joven, o no, y quieres ver el registro de una extinción de verdad, ¡esta es la salida que deberías escoger!



Breve encuadre histórico-geológico


Los primeros estudios geológicos de la secuencia paleozoica del Sinclinal de Buçaco datan de 1850, conducidos por Carlos Ribeiro, uno de los pioneros de la Geología en Portugal. Durante la segunda mitad del siglo XIX, Nery Delgado, otro de estos pioneros, se dedicó a estudiar la estratigrafía y paleontología del Ordovícico y Silúrico de esta estructura geológica, concediéndole el estatus nacional e internacional que aún hoy tiene como región clásica para el estudio de materiales de estas edades. Visitaremos algunos puntos clásicos de estos autores.




El Sinclinal de Buçaco es una estructura hercínica del borde oeste de la Zona Centro-Ibérica portuguesa, constituido por materiales del Paleozoico, con aproximadamente 40 km de extensión (anchura máxima de 4,5 km), entre las regiones de Luso, al noroeste, y Ponte de Sótão, a sudeste.
Tiene una orientación NW-SE. En la zona axial de éste sinclinal afloran rocas de edad silúrica. Este sinclinal presenta dos secuencias litostratigráficas, separadas por una discordancia angular: el Grupo das Beiras, una secuencia monótona, kilométrica, de esquistos y grauvacas, datados del Neoproterozoico al Cámbrico  médio?, y una secuencia metasedimentaria paleozoica post-cámbrica, desde el Ordovícico Inferior hasta el Silúrico. A continuación, estropeando los afloramientos del Paleozoico Inferior, se encuentra una molesta cobertera carbonífera y meso-cenozoica, pero como sólo tenemos un día, nos centraremos en lo que sin duda es más bonito e interesante, el Ordovícico Superior.


Suavecito para arriba…



No solo de Paleontología vive el Hombre


A lo largo de la salida vamos a abordar temáticas de geomorfología, sedimentología, vulcanismo y geología estructural, para poder entender la evolución geodinámica y paleogeográfica de la región al final del Ordovícico. Pondremos un pie en la historia más reciente de la región, importante por tratarse del lugar donde donde tuvo lugar la Batalla de Buçaco, el 27 de septiembre de 1810, donde las tropas francesas de Napoleón fueron derrotadas por la alianza anglo-lusa. Como conmemoración de esta batalla podremos visitar el Obelisco y el Museo Militar, situados en la Mata de Buçaco, donde no faltan restaurantes de lujo, también conocidos como parques forestales para meriendas, donde pararemos a comer.


Organización


 La salida estará conducida por Sofia Pereira (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal) y Jorge Colmenar (Natural History Museum of Denmark), especialistas en trilobites y braquiópodos, respectivamente, del Ordovícico Superior de estas secuencias.


Algunos enlaces con interés:

Mata do Buçaco: http://www.fmb.pt/v2/pt/
Batalha do Buçaco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Bu%C3%A7aco
Museu Militar de Buçaco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Militar_do_Bu%C3%A7aco

Algunos trabajos científicos:

http://www.socgeol.org/documents/trilobites-do-silurico-de-loredo-bucaco
http://jgs.lyellcollection.org/content/145/3/377.refs
https://www.researchgate.net/publication/311102073_The_Vinha_de_Leira_Ma_locality_Upper_Ordovician_Bucaco_Portugal_considerations_on_the_age_and_the_lithostratigraphy_of_the_Porto_de_Santa_Anna_Formation